Hemidistonia secundária a malformação arteriovenosa em artéria lenticuloestriada: uma revisão de literatura
Abstract
As malformações arteriovenosas (MAVs) são congênitas, formadas por um enovelado de artérias, veias e canais cavernosos, apresentando uma comunicação direta entre sistema arterial e venoso (BRAGA, 1994). Apesar de presentes desde o nascimento, as MAVs geralmente se manifestam entre os 20 e 50 anos de idade, apresentando clinicamente hemorragia intracraniana, crises convulsivas e déficits neurológicos progressivos. Dentre as complicações neurológicas, os distúrbios do movimento são raros, surgindo secundariamente a efeitos compressivos, hemorrágicos ou isquêmicos em áreas profundas do cérebro (KRAUSS et al., 1999). Quando rompidas, trazem diversas sequelas ao indivíduo, variando de acordo com local, extensão da lesão e idade do paciente. Lesões focais em território da artéria lenticuloestriada, como núcleo caudado, núcleo lentiforme, tálamo e ramo anterior da cápsula interna podem causar hemidistonia - definida como uma postura anormal produzida por contrações musculares involuntárias, lentas e por vezes dolorosas (HANKEY; SAKDA, 1989) - por exercerem papel importante sobre o controle motor fino, originando síndromes distônicas quando afetadas (MARSDEN et al., 1985). Tal patologia, em contexto de acidente vascular encefálico hemorrágico, mostra diferenças clínicas de acordo com a idade do paciente, sendo a hemidistonia mais prevalente em crianças quando comparadas a adultos (GIROUD et al., 2009).
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10.56344/2675-4827