Hemidistonia secundária a malformação arteriovenosa em artéria lenticuloestriada: uma revisão de literatura

  • Beatriz Lopes da Silva
  • Geovana Cristine Oliveira Magalhães
  • Lara Cristina Souza Pires
  • Lorena Rodrigues Dias
  • Michele Tiemi Okita
  • Marcell Maduro Barbosa
Palavras-chave: Hemidistonia, Malformação arteriovenosa, Artéria lenticuloestriada

Resumo

As malformações arteriovenosas (MAVs) são congênitas, formadas por um enovelado de artérias, veias e canais cavernosos, apresentando uma comunicação direta entre sistema arterial e venoso (BRAGA, 1994). Apesar de presentes desde o nascimento, as MAVs geralmente se manifestam entre os 20 e 50 anos de idade, apresentando clinicamente hemorragia intracraniana, crises convulsivas e déficits neurológicos progressivos. Dentre as complicações neurológicas, os distúrbios do movimento são raros, surgindo secundariamente a efeitos compressivos, hemorrágicos ou isquêmicos em áreas profundas do cérebro (KRAUSS et al., 1999). Quando rompidas, trazem diversas sequelas ao indivíduo, variando de acordo com local, extensão da lesão e idade do paciente. Lesões focais em território da artéria lenticuloestriada, como núcleo caudado, núcleo lentiforme, tálamo e ramo anterior da cápsula interna podem causar hemidistonia - definida como uma postura anormal produzida por contrações musculares involuntárias, lentas e por vezes dolorosas (HANKEY; SAKDA, 1989) - por exercerem papel importante sobre o controle motor fino, originando síndromes distônicas quando afetadas (MARSDEN et al., 1985). Tal patologia, em contexto de acidente vascular encefálico hemorrágico, mostra diferenças clínicas de acordo com a idade do paciente, sendo a hemidistonia mais prevalente em crianças quando comparadas a adultos (GIROUD et al., 2009).

Publicado
2026-04-22
Como Citar
SILVA, B. L. DA; MAGALHÃES, G. C. O.; PIRES, L. C. S.; DIAS, L. R.; OKITA, M. T.; BARBOSA, M. M. Hemidistonia secundária a malformação arteriovenosa em artéria lenticuloestriada: uma revisão de literatura. Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação, v. 6, n. 3, 22 abr. 2026.