Aumento da mortalidade por insuficiência cardíaca e a relação com a pandemia de covid-19 no estado de São Paulo: uma análise epidemiológica
Resumo
Sabe-se que, na pandemia de COVID-19 (2020 a 2023), priorizou-se o cuidado preventivo e intra-hospitalar em detrimento àquele prestado às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como insuficiência cardíaca, diabetes mellitus, pneumopatias e câncer (LOPES et al., 2025). A necessidade de isolamento domiciliar naquele período com frequência levou o paciente a procrastinar a busca pelo atendimento em situações de descompensações agudas da doença, pelo receio de contaminação. Nesse sentido, esse mesmo paciente, na maior parte do tempo, deixou de tratar e acompanhar as suas enfermidades durante esse momento pandêmico (ONOHUEAN et al., 2021). Essa mudança de paradigma, associada à preocupação médica centrada na resolução da doença viral, pode ter resultado em uma “síndrome de não-assistência”, e levado a um maior número de óbitos pela insuficiência cardíaca nesse período relatado (REMAWI et al., 2020). Assim, o presente estudo comparou dados de mortalidade de insuficiência cardíaca no Estado de São Paulo (SP) entre os anos de 2013-2023, para fins de avaliar se houve algum impacto causado pela pandemia, correlacionando também à variável sexo.
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10.56344/2675-4827