Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse
<p>A<em> Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação</em> (ISSN 2675-4827) é uma revista científica semestral de acesso aberto vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Investigação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá. O periódico é direcionado a pesquisas na área de ciências da saúde, bem como suas interfaces com a educação. Recebemos contribuições em fluxo contínuo e <strong>não cobramos taxas de autores nem de leitores</strong>.<br>Qualis 2021-2024 - B4 | <a href="https://scholar.google.com/citations?user=bHuCxKsAAAAJ&hl=pt-BR" target="_blank" rel="noopener">Índice h</a></p> <p>The<em> Interdisciplinary Journal of Health Sciences and Education</em> (ISSN 2675-4827) is a biannual, peer-reviewed journal supported by the Pro-Rectory of Postgraduate Studies of the Baron of Mauá University. The journal is devoted to researches in the health sciences as well as with their interfaces with education. <strong>We do not charge authors nor readers</strong>.</p>Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Investigação Científica do Centro Universitário Barão de Mauápt-BRRevista Interdisciplinar de Saúde e Educação2675-4827<p>Os autores cedem os direitos autorais dos artigos, resenhas e entrevistas publicados para a <em>Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação</em>, conforme a política editorial do periódico. Solicitamos que os pedidos de autorização para reprodução de textos em outras publicações sejam encaminhados formalmente ao comitê editorial por e-mail.</p>Análise dos dados levantados em ação do “Outubro Rosa” em Ribeirão Preto/SP: a adesão ao rastreamento do câncer de mama é satisfatória e eficaz?
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1267
<p>O câncer de mama é a neoplasia com maior incidência entre as mulheres, excluindo-se os tumores de pele não-melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos de tumores malignos nessa população, sendo o que apresenta a maior taxa de mortalidade no Brasil, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (Brasil, 2022). Nesse contexto, no início da década de 1990 foi criado pela fundação norte-americana “Susan G. Komen for the Cure” o movimento “Outubro Rosa”, que alcançou reconhecimento internacional, ao compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama, através de maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo então para a redução da mortalidade pela neoplasia (Gilmore Gelleck, 2010). No Brasil, em 2018, a Lei nº 13.733 instituiu o mês de outubro oficialmente para conscientização sobre o câncer de mama.</p>Isabella Pegolo MartinezLeda Florindo PereiraLaura Colombo PelicanoTalita de Carvalho GomesLicério Miguel
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.1Tendências do uso de métodos contraceptivos no Brasil: uma revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1268
<p>O planejamento reprodutivo é parte essencial das políticas de saúde pública e dos direitos sexuais e reprodutivos. No Brasil, observa-se uma trajetória de ampliação no acesso aos métodos contraceptivos ao longo das últimas décadas, em parte impulsionada pela atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem desempenhado papel central na oferta de métodos contraceptivos gratuitos à população (LEITE; GUIMARÃES, 2021). No entanto, apesar dos avanços institucionais, persistem desigualdades marcadas por recortes de classe, raça, gênero e território, que afetam a autonomia reprodutiva de amplas parcelas da população (FREITAS; MENEZES, 2022). Com base nesse panorama, esta revisão de literatura objetiva analisar as principais tendências no uso de métodos contraceptivos no Brasil entre 2010 e 2025, com ênfase em padrões de escolha, acesso e os desafios persistentes relacionados à equidade.</p>Ana Carolina GalhardoCora de Freitas PupinClara Ipólito SassoGláucia Costa DeganiPatrícia Bodnar Giuntini
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.2Rastreamento do câncer feminino no SUS: efeitos da pandemia
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1269
<p>A pandemia de COVID-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, trouxe consequências significativas para os sistemas de saúde em todo o mundo, afetando não apenas os serviços de atenção hospitalar e de emergência, mas também as ações preventivas e de rastreamento de doenças crônicas, como o câncer. No Brasil, os impactos foram amplamente sentidos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), com a interrupção temporária ou a redução drástica de serviços considerados eletivos, entre eles os exames de mamografia e o exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau), fundamentais para a detecção precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, respectivamente (INCA, 2021).</p>Ana Clara Gwyneth IshiCryslane Almeida de LimaAnderson Vitor Lins da SilvaTalita Andrea Junta Campos
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.3Potencial antioxidante da própolis vermelha brasileira na modulação do estresse oxidativo em doenças crônicas não transmissíveis: uma revisão integrativa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1270
<p>As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como cardiovasculares, renais e diabetes, são responsáveis por cerca de 60% das mortes globais (FERRARI et al.,2021). Entre os mecanismos fisiopatológicos centrais no desenvolvimento das DCNTs está o estresse oxidativo, caracterizado pelo aumento na produção de radicais livres de oxigênio e nitrogênio, bem como de espécies reativas não radicais (ROS/RNS), as quais provocam danos a biomoléculas essenciais, como DNA, proteínas e lipídios de membrana (FERRARI et al., 2021).</p>Raynara Aparecida TrisoliAna Júlia Ferreira TedeschiCarolina Prata Pimentel Fraga MoreiraLívia Cestari DandaroVanessa Leiria CampoAline Barbosa Ribeiro
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.4Tetralogia de Fallot: uma revisão bibliográfica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1271
<p>A Tetralogia de Fallot (TOF), descrita por Arthur Fallot em 1888, é uma das cardiopatias congênitas cianóticas mais comuns, sendo popularmente conhecida como “doença do bebê azul”. Essa condição é composta por quatro anormalidades cardíacas: defeito do septo ventricular (DSV) perimembranoso com desalinhamento, cavalgamento da aorta sobre o septo interventricular, obstrução da via de saída do ventrículo direito (frequentemente estenose pulmonar) e hipertrofia do ventrículo direito (BAILLIARD; ANDERSON, 2009). Essas alterações afetam diretamente a hemodinâmica cardíaca e a oxigenação sistêmica, resultando em cianose variável.</p>Tiago Pimenta RochaLeonardo Becker Vieira da CruzIsabela Santos GuimarãesNatália Paniágua de AndradeCamila Motta Venturim
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.5Incidência da violência contra idosos no estado de São Paulo
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1272
<p>A violência consiste no uso da força para ameaçar um grupo ou uma pessoa e, entre idosos, essas práticas ocorrem através de atitudes que causam danos àqueles com idade maior ou igual a 60 anos. As pessoas idosas são mais suscetíveis à violência, visto que apresentam maior vulnerabilidade social e redução na capacidade cognitiva. Em contradição à importância desse tema, a análise de dados da literatura revela que o tema ainda tem sido pouco explorado.</p>Fernanda Colombo MichelettiEloah da Silva HernandezMaria Vitória D'EpiroMarina Roncaratti Tahan VilarinhoYasmim Silva LacerdaLucila Costa Zini Angelotti
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.6Desregulação mastocitária sistêmica: uma revisão da síndrome de ativação mastocitária
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1273
<p>A Síndrome de Ativação Mastocitária (SAM) é uma condição clínica caracterizada por sintomas recorrentes atribuídos à liberação anormal de mediadores inflamatórios pelos mastócitos, células do sistema imunológico envolvidas na resposta imune inata e na defesa contra patógenos. Diferente das mastocitoses, que envolvem proliferação anormal dessas células, a SAM está relacionada à sua ativação desregulada, mesmo na ausência de aumento no número de mastócitos (VALENT et al., 2021). Trata-se de uma condição ainda em estudo, com grande variabilidade clínica e, frequentemente, subdiagnosticada (GONZÁLEZ-DE-OLANO et al., 2020; VALENT et al., 2021).</p>Ana Olivia LucatoCarolina Ribeiro PatriotaGiovanna Janaina de Lima CamposMaria da Gloria Toscano di San Martino Lorenzatto di IvreaRafael de Paula HidaKarina Furlani Zoccal
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.7Aumento da mortalidade por insuficiência cardíaca e a relação com a pandemia de covid-19 no estado de São Paulo: uma análise epidemiológica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1274
<p>Sabe-se que, na pandemia de COVID-19 (2020 a 2023), priorizou-se o cuidado preventivo e intra-hospitalar em detrimento àquele prestado às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como insuficiência cardíaca, diabetes mellitus, pneumopatias e câncer (LOPES et al., 2025). A necessidade de isolamento domiciliar naquele período com frequência levou o paciente a procrastinar a busca pelo atendimento em situações de descompensações agudas da doença, pelo receio de contaminação. Nesse sentido, esse mesmo paciente, na maior parte do tempo, deixou de tratar e acompanhar as suas enfermidades durante esse momento pandêmico (ONOHUEAN et al., 2021). Essa mudança de paradigma, associada à preocupação médica centrada na resolução da doença viral, pode ter resultado em uma “síndrome de não-assistência”, e levado a um maior número de óbitos pela insuficiência cardíaca nesse período relatado (REMAWI et al., 2020). Assim, o presente estudo comparou dados de mortalidade de insuficiência cardíaca no Estado de São Paulo (SP) entre os anos de 2013-2023, para fins de avaliar se houve algum impacto causado pela pandemia, correlacionando também à variável sexo.</p>Isabeli Mosna SertórioJoão Victor Silveira CamargoMaria Eduarda Melo MendesMatheus Bonaldi CardosoPaloma Beatriz Rosa Nunes de Souza ChiniLuis Fernando Joaquim
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.8Tumor fantasma secundário a insuficiência cardíaca descompensada: relato de caso
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1275
<p>A insuficiência cardíaca (IC) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global. Estima-se que aproximadamente dois milhões de brasileiros sejam acometidos por essa condição (GOUVEA et al., 2020). Em quadros descompensados, manifestações atípicas podem surgir, como coleções localizadas de líquido nas fissuras pulmonares, simulando tumores em exames de imagem. Tais formações são conhecidas como "tumores fantasmas" devido à sua aparência e desaparecimento rápido com o tratamento adequado (OCAMPO et al., 2017).</p>Gabriela Benedini Strini Portinari BejaAlexandre Salles de FariaIsabela Delmanto Zanotto AlvesLeonardo Matheus Cambraia BossoMarcio Aparecido Tomiyama FreitasAugusto Marcussi Degiovani
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.9Insuficiência hepática descompensada: análise retrospectiva de perfil clínico, gravidade e desfechos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1276
<p>A cirrose hepática é um processo cicatricial irreversível cujos septos fibrosos e nódulos de regeneração decorrem da crônica inflamação (FONSECA <em>et al</em>., 2022). Apresenta elevada morbimortalidade global de etiologia variada, destacando-se etilismo, hepatites virais, colestase e autoimunidade (LI <em>et al</em>., 2023). Estágios avançados caracterizam-se por complicações como ascite, encefalopatia e hipertensão portal. (BIGGINS et al., 2021). A ascite, primeiro sinal de descompansação, reduz a sobrevida e associa-se à peritonite bacteriana espontânea (PBE) (BIGGINS et al., 2021). A albumina representa tratamento eletivo para situações específicas; PBE, síndrome hepatorrenal e ascites volumosas (BAI <em>et al.</em>, 2023). Embora, seu impacto na mortalidade seja incerto devido à variabilidade dos estudos.</p>Beatriz Acquaroni ZuanazziBeatriz Chiozzini PortoJoão Luiz Brisotti
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.10Síndrome do olho seco: prevalência, fatores de risco e impactos na qualidade de vida
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1277
<p>A visão é um dos sentidos humanos mais importantes pois está diretamente relacionada ao bem-estar e à saúde física e mental, uma vez que influencia nas atividades cotidianas, no desempenho do trabalho e na capacidade de desfrutar do lazer, interferindo diretamente na qualidade de vida (INSTITUTO DA VISÃO ASSAD RAYES, 2025). Problemas de visão como a Síndrome do Olho Seco são frequentemente subestimados devido à natureza inespecífica de seus sintomas, o que muitas vezes impede que as pessoas procurem um oftalmologista para diagnóstico e tratamento. A importância e o objetivo desse trabalho se dão uma vez em que buscam informar a população sobre os sintomas, os fatores predisponentes e as consequências desta síndrome, além de aumentar a conscientização sobre o tema e facilitar o diagnóstico precoce (QIAN; WEI, 2022).</p>Júlia Garcia de Carvalho FerreiraJulia Azevedo MilagreJúlia Santos Mazine VivianiRafael Estevão De Angelis
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.11Avanços no diagnóstico do câncer de pele: o papel da dermatoscopia digital e da inteligência artificial – uma revisão narrativa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1278
<p>O câncer de pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil e no mundo, abrangendo o câncer de pele não melanoma (CPNM) e o melanoma (GODINHO et al., 2024). Embora o CPNM apresente baixa taxa de mortalidade, pode causar prejuízos estéticos e funcionais significativos, enquanto o melanoma, apesar de menos comum, é caracterizado por alta agressividade e potencial metastático (CUNHA; et. al., 2025. Godinho et al., 2024). A detecção precoce é, portanto, um fator determinante para o sucesso terapêutico e a redução da morbimortalidade associada a essas condições (GUALANDINI; et. al, 2024).</p>Isabela Garibaldi CucolicchioMariana Ribeiro CoelhoLuís Felipe Silveira MegaGuilherme de Oliveira Cucolicchio
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.12Hemidistonia secundária a malformação arteriovenosa em artéria lenticuloestriada: uma revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1279
<p>As malformações arteriovenosas (MAVs) são congênitas, formadas por um enovelado de artérias, veias e canais cavernosos, apresentando uma comunicação direta entre sistema arterial e venoso (BRAGA, 1994). Apesar de presentes desde o nascimento, as MAVs geralmente se manifestam entre os 20 e 50 anos de idade, apresentando clinicamente hemorragia intracraniana, crises convulsivas e déficits neurológicos progressivos. Dentre as complicações neurológicas, os distúrbios do movimento são raros, surgindo secundariamente a efeitos compressivos, hemorrágicos ou isquêmicos em áreas profundas do cérebro (KRAUSS et al., 1999). Quando rompidas, trazem diversas sequelas ao indivíduo, variando de acordo com local, extensão da lesão e idade do paciente. Lesões focais em território da artéria lenticuloestriada, como núcleo caudado, núcleo lentiforme, tálamo e ramo anterior da cápsula interna podem causar hemidistonia - definida como uma postura anormal produzida por contrações musculares involuntárias, lentas e por vezes dolorosas (HANKEY; SAKDA, 1989) - por exercerem papel importante sobre o controle motor fino, originando síndromes distônicas quando afetadas (MARSDEN et al., 1985). Tal patologia, em contexto de acidente vascular encefálico hemorrágico, mostra diferenças clínicas de acordo com a idade do paciente, sendo a hemidistonia mais prevalente em crianças quando comparadas a adultos (GIROUD et al., 2009).</p>Beatriz Lopes da SilvaGeovana Cristine Oliveira MagalhãesLara Cristina Souza PiresLorena Rodrigues DiasMichele Tiemi OkitaMarcell Maduro Barbosa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.13Aprendendo e ensinando saúde: relato de experiência de projeto universitário
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1280
<p>A integração entre os setores de saúde e educação é reconhecida como estratégia fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, saudável e participativa. A promoção da saúde, enquanto campo de práticas e saberes, ultrapassa a perspectiva biomédica tradicional e incorpora determinantes sociais, culturais e ambientais do processo saúde-doença (CARVALHO, 2008).</p>Ana Carolina GalhardoEduarda Pereira Lima GarciaBelkiss Rolim Rodrigues FraconMarcelo Motta Dutra
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.14Precisão diagnóstica na DRGE: uma análise estruturada dos últimos consensos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1281
<p>Diante dos avanços na compreensão fisiopatológica e diagnóstica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), os últimos consensos atualizam os critérios de definição, exclusão e manejo da doença com base em evidências (Gyawali <em>et al.,</em> 2023). Entre os principais tópicos, destacam-se a inclusão da esofagite grau B como evidência conclusiva de DRGE, a utilização da impedâncio-pHmetria ambulatorial para distinção de fenótipos refratários e a definição prática de DRGE suscetível à intervenção médica ou cirúrgica (Gyawali <em>et al.,</em> 2023). Este trabalho objetiva revisar os principais pontos atualizados pelos consensos, reunindo critérios diagnósticos que fundamentam decisões clínicas, especialmente frente a quadros refratários ao tratamento ou cujos diagnósticos permanecem inconclusivos segundo critérios prévios (Gyawali <em>et al.,</em> 2023; Katz <em>et al</em>, 2022).</p>Maria Fernanda Rodrigues Lopes AllóAna Maria Pedrassoli SilvaManuella Della ColetaMaria Eduarda Oliveira Costa RiosVinícius Furlan BertoncelloLilian Rose Otoboni Aprile
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.15Análise temporal da incidência de hanseníase em Ribeirão Preto: uma perspectiva epidemiológica de 10 anos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1282
<p>A hanseníase é doença infecciosa crônica causada pelo <em>Mycobacterium leprae</em>, que acomete pele e nervos periféricos (HUANG; C. Y., 2024). É considerada moléstia tropical negligenciada, acometendo mais de 120 países, com aproximadamente 200.000 casos novos/ano (WHO, 2025). O Brasil ocupa o segundo lugar em número de casos, com 22.773 novos casos em 2023 e taxa de detecção de 10,68/100.000 habitantes. Entre 2014 e 2023, houve queda acentuada na detecção, provavelmente devido à pandemia de Covid-19, seguida por um aumento gradual nos anos seguintes (BRASIL; Ministério da Saúde, 2025). A transmissão da doença ocorre através de gotículas expelidas pelo nariz e boca de pacientes bacilíferos após contato íntimo e prolongado. A resposta imune do hospedeiro determina as formas clínicas: tuberculóide (paucibacilar), virchowiana ou dimorfa (multibacilares) (HUANG; C. Y., 2024; WHO, 2025). O diagnóstico baseia-se em três critérios: mancha hipocrômica/avermelhada com perda de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com perda de sensibilidade e/ou fraqueza muscular e baciloscopia positiva (WHO, 2018). O tratamento combina rifampicina, clofazimina e dapsona (WHO, 2025). O grau de incapacidade física, com graduação que varia entre 0, 1 e 2, indica perda da sensibilidade protetora, força muscular e/ou deformidades visíveis em face e membros, o que impacta a qualidade de vida, trabalho, participação social gerando estigmatização entre os pacientes, o que poderia ser evitado com diagnóstico e tratamento precoces (WHO, 2025; WHO, 2018).</p>Mariana Yanosteac Rodrigues Mario Ana Lívia Calil Manfrim RosaMaria Eduarda Bonaldi CardosoMaria Fernanda Cassola LopesErika Muller Ramalho ZenhaMarcela Calixto Brandão Miguel
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.16Benefícios acadêmicos e científicos de um intercâmbio de pesquisa realizado no Centro Universitário Barão de Mauá: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1283
<p>A medicina transcende as fronteiras físicas e culturais, o que implica que a prática médica adota diversas perspectivas e enfoques conforme o contexto nacional. Os programas de intercâmbio buscam promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e da inovação técnico-científica. É uma oportunidade de conhecer novas culturas, sistemas políticos e organizações sociais, aprender, aprimorar e/ou conhecer as variantes linguísticas de um novo idioma (DALMOLIN et al., 2013). Por essa razão, os programas de intercâmbio têm recebido ampla aceitação, pois lhes permitem adquirir novos conhecimentos, desenvolver uma visão mais abrangente do cuidado em saúde e fomentar a colaboração internacional. </p>Valeria Alessandra Avellaneda JimenezLara Souza de MiraCamila Albuquerque Melo de Carvalho
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.17Meu lanchinho colorido: relato de experiência na promoção da educação nutricional na infância
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1284
<p>A obesidade infantil é um dos principais desafios de saúde pública na atualidade, afetando milhões de crianças em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (2023) estima que mais de 39 milhões de crianças menores de cinco anos convivem com sobrepeso ou obesidade, quadro frequentemente associado ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ao sedentarismo e à ausência de políticas públicas eficazes voltadas à promoção da alimentação saudável. No Brasil, o Ministério da Saúde (2014) destaca a necessidade de ações intersetoriais que promovam bons hábitos alimentares desde os primeiros anos de vida (Philipi, 1999). A infância é uma fase crucial para o estabelecimento de padrões alimentares duradouros, pois é nesse período que se formam preferências, comportamentos e atitudes em relação à alimentação. Estudos apontam que a exposição precoce e frequente a frutas, legumes e verduras aumenta significativamente a aceitação desses alimentos na vida adulta, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Dentro desse cenário, o ambiente escolar emerge como espaço estratégico para a promoção da saúde, especialmente por seu potencial educativo e de alcance coletivo.</p>Danila Maria Zanetti da SilvaBruna GrinaboldiGiulia de Souza ZarinelloHelena Ciquini AlvesRaissa Casu BirolimMatheus Guimarães Matos
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.18Ação dos agonistas duais de GLP-1 e GIP sobre o metabolismo do tecido adiposo: uma revisão integrativa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1285
<p>O tecido adiposo tem papel central na homeostase, tanto no armazenamento de lipídios como um órgão endócrino. Secreta hormônios e citocinas que influenciam o metabolismo e a sensibilidade à insulina. Suas principais variedades são o tecido adiposo branco (TAB), que regula a homeostase glicêmica e lipídica, e o tecido adiposo marrom (TAM), especializado na termogênese (Junqueira; Carneiro, 2017). Nesse cenário, é importante citar os hormônios intestinais Peptídeo semelhante ao Glucagon-1 (GLP-1) e Polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP), produzidos por células enteroendócrinas. O GLP-1 estimula a secreção de insulina em resposta à glicose, promove saciedade e inibe a produção do glucagon. O GIP também estimula a liberação de insulina, além de atuar diretamente nos adipócitos para armazenamento e liberação de energia (Regmi <em>et al.</em>, 2024). Esses hormônios são amplamente estudados no tratamento de diabetes e obesidade, pois, além das ações descritas acima, reduzem o apetite. A tirzepatida (Mounjaro) é um medicamento que combina os efeitos de ambos (Block <em>et al</em>., 2022).</p>Maria Eduarda Bonaldi CardosoGiovanna Pescara RequiaJúlia Andreotti TeixeiraMaria Eduarda MastrangeSophia Casella MattielloSérgio Luchini Batista
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.19Obesidade e diabetes tipo 2 na população infantojuvenil: evolução epidemiológica e impacto econômico no SUS em São Paulo (2015–2024)
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1286
<p>O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia crônica devido a produção insuficiente de insulina e/ou resistência à sua ação. A classificação do DM é feita com base em sua etiologia. No DM tipo 1 (DM1) há destruição autoimune das células β pancreáticas, levando à ausência praticamente total de insulina. Por outro lado, o DM tipo 2 (DM2) possui origem multifatorial, relacionado à obesidade e à síndrome metabólica (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2024). O DM2 é comumente associado à fase adulta, relacionado a fatores genéticos, idade, dieta, obesidade e sedentarismo. Entretanto, nos últimos anos, houve um aumento dos casos de DM2 em pacientes infantojuvenis, concomitante ao aumento da prevalência de obesidade nesta população (Dias <em>et al</em>., 2007). A obesidade infantojuvenil é um desequilíbrio nutricional caracterizado pelo acúmulo de gordura corporal e atualmente considerada uma epidemia global (Silva <em>et al</em>., 2019). Portanto, é interessante compreender a relação entre obesidade e DM2 nessa população, especialmente diante do impacto no aumento de custos que estas doenças geram ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>Maria Eduarda Bonaldi CardosoGiovanna Pescara RequiaJúlia Andreotti TeixeiraMaria Eduarda MastrangeSophia Casella MattielloSérgio Luchini Batista
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.20Revisão sistemática: impacto de aplicativos móveis e tecnologias emergentes no aprendizado de ciências básicas na graduação médica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1287
<p>O uso de aplicativos e tecnologias emergentes, como a realidade aumentada, tem se tornado cada vez mais comum no ensino das ciências básicas na medicina. Esses recursos contribuem para a aprendizagem em disciplinas como anatomia, neuroanatomia, fisiologia, bioquímica, patologia e radiologia, promovendo maior engajamento dos estudantes (Dandil <em>et al.</em>, 2022; Mogali <em>et al.</em>, 2019). A realidade aumentada, em especial, permite uma visualização interativa e detalhada de estruturas anatômicas, tornando o processo de estudo mais dinâmico e atrativo (Dandil <em>et al.</em>, 2022). Já os aplicativos móveis oferecem diferentes estratégias de aprendizagem, auxiliando na autonomia do estudante e impactando positivamente no desempenho acadêmico (Dash <em>et al.</em>, 2019).<strong> Objetivo: </strong>Analisar as evidências disponíveis na literatura sobre o impacto do uso de aplicativos móveis e tecnologias emergentes, com destaque para a realidade aumentada, na aprendizagem das ciências básicas na medicina, especialmente em disciplinas como anatomia, fisiologia, bioquímica, neuroanatomia, patologia e radiologia.</p>Maria Fernanda Rodrigues Lopes AllóMariana de Sordi MancimAline Barbosa RibeiroCristiane Tefé SilvaPriscila de Freitas Lima
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.21Obesidade hipotalâmica: perspectivas terapêuticas com tecnologias inovadoras em saúde
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1288
<p>A obesidade hipotalâmica é uma condição rara caracterizada por um aumento acentuado do peso corporal secundário a lesões ou disfunções do hipotálamo, frequentemente associadas a traumatismo cranioencefálico, tumores supraselares, como o craniofaringioma, ou mutações genéticas como a Síndrome de Prader-Willi. A disfunção do eixo hipotálamo-hipófise pode comprometer o controle do apetite, induzir resistência à leptina e à insulina, reduzir a taxa metabólica basal e provocar distúrbios do sono, culminando em ganho de peso e anormalidades metabólicas (Shah <em>et al</em>., 2025). As estratégias terapêuticas tradicionais incluem reposição de hormônios hipofisários, restrição calórica, aumento do gasto energético, intervenções comportamentais, farmacoterapia e cirurgia bariátrica. No entanto, esses métodos apresentam resultados limitados e inconsistentes, em especial quando o dano hipotalâmico é extenso. A variabilidade da resposta terapêutica sugere que a extensão da lesão é um fator determinante para o sucesso do tratamento, tornando essencial a sua investigação e caracterização (Dimitri, 2022).</p>Caroline Oliveira FrancoSérgio Luchini Batista
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.22Integração ensino-serviço-território: relato de experiência de ações de educação em saúde com uso de tecnologias no contexto da formação médica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1293
<p>A importância da formação humanizada dos alunos de medicina é uma discussão antiga, reforçada e alicerçada pelas novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de Graduação em Medicina do Brasil. Entre as propostas, há necessidade dos graduandos terem um contato mais frequente e próximo com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com as pessoas que utilizam esse sistema, principalmente no que tange a Atenção Primária à Saúde (APS), a partir de ações multi e interdisciplinares, necessárias para o cuidado integral em saúde (Brasil, 2014). Uma das maneiras de proporcionar a formação teórico-prático de médicos com esse perfil, é através do uso de Metodologias Ativas de ensino (MA), incluindo as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Essas metodologias, buscam colocar o aluno no centro do processo da construção do conhecimento, através de problemas e situações reais que os levem a pensar, refletir e ter as iniciativas para a resolução desses problemas (Pereira <em>et al.,</em> 2024).</p>Ana Paula RaizaroBelkiss Rolim Rodrigues FraconLaura Colombo PelicanoLeonardo Moscovici
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.23Impacto da evolução tecnológica nas técnicas cirúrgicas na incidência de sepse pós-operatória em casos de apendicite: uma revisão de literatura?
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1294
<p>Com a ascensão tecnológica no âmbito cirúrgico, tem-se constituído um fator impactante na redução significativa das complicações pós-operatórias, como a sepse - uma condição grave de inflamação generalizada e desregulada, advindo de uma resposta imune muito intensa frente a uma infecção generalizada, que pode resultar em morbidade e mortalidade elevadas, como o choque séptico, sendo necessário um diagnóstico precoce e manejo imediato. Nesse cenário de evolução tecnológica, destaca-se a abordagem de doenças de alta prevalência, como a apendicite aguda (AA), uma das principais causas de abdome agudo cirúrgico em todo o mundo, frequentemente exigindo intervenções de urgência (Santos; Cavasana; Campos, 2017). A apendicectomia, inicialmente realizada por via aberta, tem sido progressivamente substituída por técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia (VLP), e, mais recentemente, por apendicectomia robótica (AR), promovendo menor trauma cirúrgico, recuperação mais rápida e menores índices de complicações, como a própria sepse (Kumaira Fonseca <em>et al.,</em> 2021).</p>Lara Cristina Souza PiresMariana Esteves GomesPedro Bordignon Fares VieiraMiguel Codonho ZaniMaria Laura Repache VittiCamila Albuquerque Melo de Carvalho
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.24Inclusão de alunos com baixa visão no ensino de histologia: estratégias didáticas com o uso de maquetes
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1295
<p>O número de estudantes com necessidades educativas especiais no ensino superior tem aumentado nas últimas duas décadas. Esse fato se deve à implementação de medidas políticas e sociais, de acesso e democratização, que promovem a inclusão nesse nível de ensino. Este panorama exige que a universidade e, consequentemente, os docentes do ensino superior reflitam sobre o papel que desempenham na adaptação dos processos de ensino-aprendizagem às necessidades dos estudantes, visando a sua progressão acadêmica (Faria, 2012).</p>Ana Beatriz Leal FigueiredoLivia Zimmermann Parente LopesAna Claudia Dinamarco MestrinerVânia Tognon Miguel
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.25A utilização de mel e própolis como um fitoterápico pela população: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1296
<p>A própolis é uma substância resinosa produzida pelas abelhas a partir de exsudatos vegetais combinados com secreções salivares e cera, funcionando como barreira protetora da colmeia contra microrganismos. Estudos científicos demonstram que o extrato de própolis possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas e imunomoduladoras, com potencial terapêutico em diversas condições clínicas humanas (Batista et al., 2024; Bahari et al., 2025).</p>Gabriel Carvalho MenesesLorenzo Garcia DipeLuiz Fernando FrancoAline Ribeiro BarbosaVanessa Leiria Campo
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.26A simulação clínica como ferramenta de aprendizado duplo: relato de experiência de role play no curso de medicina
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1297
<p>A simulação clínica tem se consolidado como uma estratégia fundamental no contexto das metodologias de ensino ativo, buscando integrar o conhecimento teórico à prática clínica em um ambiente controlado, seguro e livre de riscos ao paciente real (Alrashidi <em>et al.</em>, 2023). Essa abordagem oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver e aprimorar habilidades essenciais, como o raciocínio clínico, a comunicação interpessoal, a tomada de decisão e o trabalho em equipe. Além disso, permite o enfrentamento de situações clínicas desafiadoras de forma progressiva, respeitando o nível de complexidade adequado à etapa de formação dos alunos.</p>Mariana Vanzolini SegatoAline Barbosa Ribeiro
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.27Ações preventivas contra o câncer: compilando uma cartilha atualizada com recomendações internacionais
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1298
<p>O câncer é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Os números atuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são 9,6 milhões de óbitos por ano. No Brasil, as mortes por câncer ocupam a 2ª posição, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares (infarto e acidente vascular cerebral) (IARC, 2024). Isso causa enorme impacto social, econômico e emocional quando examinamos os números. Segundo o Ministério da Saúde, o gasto com as neoplasias em 2022 foi de R$3,9 bilhões (SIMÃO et al., 2024).</p>Izabella Carvalho AssunçãoAndré Fernando GallãoRebeca Fonseca DonatoMarina Fiumari MatosLeonardo MoscoviciBelkiss Rolim Rodrigues Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.28A importância do olhar para o cuidador de crianças neuroatípicas: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1299
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), condições neurológicas englobam distúrbios do sistema nervoso que podem afetar funções motoras, cognitivas, comportamentais e sensoriais, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos. Nas crianças, essas condições geralmente se manifestam por atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e podem ser decorrentes de causas congênitas, genéticas, infecciosas ou adquiridas no período perinatal (WHO, 2006). Além dos impactos clínicos, as famílias enfrentam uma sobrecarga contínua e o peso do estigma social, o que torna o cuidado ainda mais desafiador.</p>Gabriela Lemes de VasconcelosLeticia MiarelliGiulia Maria LorenzoniMaria Eduarda Garcia MartinsLavínia Mundim SoaresPamela Borges Nery Pavan
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.29Direitos da pessoa idosa no brasil: desafios na garantia do estatuto do idoso na prática clínica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1300
<p>O envelhecimento populacional configura-se como um dos mais relevantes fenômenos demográficos e sociais do século XXI. No Brasil, esse processo tem ocorrido de forma acelerada, impulsionado pela redução das taxas de fecundidade, pelo aumento da expectativa de vida e pelas melhorias nas condições sanitárias e de saúde pública. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, até 2050, cerca de 30% da população brasileira será composta por pessoas com 60 anos ou mais, o que representa uma mudança profunda na pirâmide etária nacional e impõe desafios complexos ao Estado e à sociedade (IBGE, 2022).</p>Beatriz SeimaruHanna Barradas CalitoLara Amaral SantosJulia Hodniki NogueiraLeonardo MoscoviciBelkiss Rolim Rodrigues Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.30Impacto do atlas virtual de anatomia humana: uma revisão bibliográfica sobre aplicações de metodologias ativas no ensino anatômico
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1301
<p>O ensino médico está se atualizando com os novos métodos e técnicas de aprendizagem para facilitar e melhorar o conhecimento dos discentes. Entre as necessárias atualizações nos recursos da educação de anatomia, um maior contato dos alunos com peças anatômicas reais para além do laboratório é preciso, buscando desenvolver um aprendizado mais flexível e interativo, para um estudo eficiente e contínuo. Nesse contexto, as metodologias alternativas têm ganhado destaque, pois promovem a autonomia do estudante e a personalização do seu processo educativo.</p>Esther Moreira AndersonBruna Menezes BarbosaHenrique Malta GuimarãesNathalia Gabriely Caluz BorgesYolanda Voltarelli CorreaCamila Albuquerque Melo de Carvalho
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.31Inteligência artificial na educação médica: uma revisão bibliográfica sobre aplicações e potenciais didáticos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1302
<p>A Inteligência Artificial (IA) está se consolidando como uma tecnologia disruptiva no campo educacional, com impactos significativos na formação de profissionais da saúde. No ensino médico, onde os conteúdos são densos, a exigência de atualização é constante e as metodologias tradicionais já não atendem plenamente às necessidades de aprendizagem dos estudantes, a IA surge então, como uma aliada estratégica (Liu et al., 2023; Brink et al., 2023). Este trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica que subsidia o projeto de iniciação científica “O uso da Inteligência Artificial na Educação Médica”, vinculado ao curso de Medicina do Centro Universitário Barão de Mauá.</p>Nathalia Gabriely Caluz BorgesManuela Della ColetaMaria Eduarda Costa RiosMarçal Luís de Souza JuniorYolanda Voltarelli CorreaCamila Albuquerque Melo de CarvalhoEdson Donizetti Verri
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.32A importância dos cuidados paliativos na atenção primária à saúde: contribuições para o manejo de pacientes com doenças crônicas avançadas
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1303
<p>O cenário epidemiológico brasileiro passou, nas últimas décadas, por transformações marcadas pela transição demográfica e pelo aumento de doenças crônicas não transmissíveis. Esse novo perfil impõe à rede pública de saúde a necessidade de reorganizar seus modelos assistenciais para atender a uma população envelhecida, com múltiplas comorbidades e demandas clínicas complexas (ALMEIDA; MARTINS, 2021). Nesse contexto, os cuidados paliativos surgem como uma abordagem essencial para garantir a integralidade do cuidado, priorizando o alívio do sofrimento e a preservação da dignidade de pacientes com doenças ameaçadoras da vida.</p>Julia Hodniki NogueiraLara Amaral SantosHanna Barradas CalitoBeatriz SeimaruLeonardo MoscoviciBelkiss Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.33Tecnologias digitais no cuidado à fibromialgia: monitoramento da dor e empoderamento do paciente
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1305
<p>A fibromialgia é uma síndrome reumatológica crônica que atinge, principalmente, mulheres entre 30 e 60 anos, sendo caracterizada por dor muscular persistente e difusa, associada à hipersensibilidade ao toque, além de astenia, sono não reparador, alterações emocionais como depressão e ansiedade, bem como outros sintomas que impactam na qualidade de vida do paciente. Seu diagnóstico é clínico, baseado na anamnese e exame físico, dispensando outros exames para comprovação (Goodwin <em>et al</em>., 2017). Os avanços tecnológicos têm-se mostrado eficazes no monitoramento e manejo dos sintomas, principalmente considerando a longa espera para os pacientes conseguirem entrar em programas de tratamento especializados em fibromialgia e a possibilidade de um suporte contínuo, acessível e personalizado, o que permitiria a redução do uso de medicamentos, visto que muitas vezes os tratamentos convencionais não consideram as características individuais da dor de cada paciente e os sintomas associados à saúde mental (Gupta <em>et al</em>., 2024; Salaffi <em>et al</em>., 2020; McCracken <em>et al</em>., 2020). Os pacientes também enfrentam dificuldades no acompanhamento presencial, pois estes não se adaptam à rotina do indivíduo, comprometendo a adesão e a continuidade do tratamento (Serrano-Ibáñez <em>et al</em>., 2022).</p>Maria Eduarda Caldo ScandiuzziBeatriz Villarinho SanchesLaura Marin PiedadeMaria Eduarda Zilli FreitasPriscila de Freitas Lima
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.34Os impactos da metodologia ativa em forma de jogo de tabuleiro na educação médica: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1306
<p>No cenário educacional contemporâneo, as metodologias ativas têm se destacado como abordagens fundamentais para a promoção de um aprendizado que transcende a simples transmissão de informações (Bezerra <em>et al</em>., 2024). Dessa forma, metodologias ativas como jogos, podem aumentar a motivação intrínseca, relacionada ao desejo de aprender pelo prazer do conhecimento e extrínseca, referente ao desejo de ganhar ou obter recompensas (Moura <em>et al</em>., 2025).</p>Ana Luiza Pedroso MonteiroIngrid Midori Ono JorgeIzabela Lucas Ferreira EvangelistaJoão Victor Almada SuzukiLara Souza de MiraCristiane Tefé Silva
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.35Inovações no manejo da alergia à proteína do leite de vaca: medicina personalizada e tecnologias emergentes
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1307
<p>A hipersensibilidade à proteína do leite de vaca (APLV) é uma condição imunomediada caracterizada por uma resposta exacerbada do sistema imune a proteínas do leite bovino, sendo considerada a alergia alimentar mais comum na infância, especialmente em lactentes com menos de um ano de idade. As principais proteínas envolvidas são a caseína, a β-lactoglobulina e a α-lactoalbumina, presentes tanto no leite integral quanto em derivados e fórmulas infantis. A prevalência da APLV tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, fenômeno atribuído a fatores como alterações no microbioma intestinal, cesarianas eletivas, uso precoce de antibióticos, mudanças nos hábitos alimentares e aumento da vigilância diagnóstica.</p>Cecília dos Reis Vieira SilvaLívia Ribeiro MarquesVitória Calafati PradellaKarina Furlani Zoccal
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.36Manejo da dispepsia: uma proposta de cuidado para a atenção primária à saúde
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1308
<p>A dispepsia é uma síndrome caracterizada por dor epigástrica predominante com duração de, pelo menos, um mês. A mesma pode ser classificada em funcional, quando não há evidência de causa estrutural ou metabólica após investigação adequada, ou orgânica, quando há uma etiologia identificável, como úlcera péptica, neoplasias ou uso de anti-inflamatórios não esteroides (Moayyedi et al., 2017). Além disso, pode vir associada a sintomas recorrentes, como queimação retroesternal, saciedade precoce e plenitude pós-prandial. </p>Hanna Barradas CalitoLara Amaral SantosJulia Hodniki NogueiraBeatriz SeimaruJoão Pedro Rossetto FranceschiLeonardo Moscovici
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.37Desafios e inovações no manejo da infecção pelo Helicobacter pylori de acordo com os principais consensos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1309
<p>A infecção pelo <em>Helicobacter pylori</em> (HP) é uma das doenças bacterianas crônicas mais prevalentes no mundo, afetando cerca de metade da população global, com maior prevalência em países em desenvolvimento, onde mais de 80% dos adultos podem estar infectados. No Brasil, estudos epidemiológicos demonstram alta incidência de infecção já na infância, sobretudo em regiões com condições sanitárias precárias. Isso evidencia o papel dos determinantes socioambientais na disseminação da bactéria, cuja via de transmissão predominante é fecal-oral (Coelho et al., 2018). O <em>H. pylori</em> está associado a diversas doenças do trato gastrointestinal, incluindo gastrite crônica, úlcera péptica, linfoma do tecido linfoide associado à mucosa gástrica (MALT) e, sobretudo, adenocarcinoma gástrico. Desde 1994, a bactéria é classificada como carcinógeno do grupo 1 pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) (Malfertheiner et al., 2022).</p>Rafael Oliveira AlvesMariana Junqueira Stamato OliveiraPedro Lucas Schimack CosentinoElaine DovalRaissa Queiroz de QueirozLilian Rose Otoboni Aprile
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.38Análise comparativa da termografia e eletroneuromiografia como ferramentas diagnósticas na síndrome do túnel do carpo: uma revisão bibliográfica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1310
<p>O túnel do carpo é uma região osteofibrosa pela qual passam os quatro tendões do músculo flexor superficial dos dedos, quatro tendões do músculo flexor profundo dos dedos, um músculo do flexor longo do polegar e o nervo mediano, que tem origem nas raízes C5-C7 (do fascículo lateral) e C8-T1 (do fascículo medial) do plexo braquial (Baptista <em>et al.</em>, 2024). Assim, a Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é causada pela compressão crônica do nervo mediano nesta região (Bargiel <em>et al., </em>2021), sendo a neuropatia compressiva mais comum do membro superior (Anjos, 2022).</p>Amanda Gonçalves QuintinoGabriele Cristina Mateus TroianoJúlia Andrade VeludoJuliana Piccinato CanevariSabrina Gomes PaniagoMarcell Maduro Barbosa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.39Hipotermia terapêutica em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada como estratégia de neuroproteção: uma revisão bibliográfica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1311
<p>A encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é uma condição neurológica grave que ocorre em recém-nascidos, resultante da privação de oxigênio (hipóxia) e/ou fluxo sanguíneo (isquemia) para o cérebro durante o parto ou nos momentos imediatamente posteriores ao nascimento. Essa privação pode causar lesões cerebrais significativas e irreversíveis, levando a consequências como paralisia cerebral, epilepsia, déficits cognitivos e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.</p>Liz Retz dos Santos PradoNathalia Gabriely Caluz BorgesCarolina Beatriz Cunha Prado
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.40Violência de gênero contra mulheres: desafios na formação e capacitação dos profissionais médicos
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1312
<p>A violência contra a mulher no Brasil é um problema histórico e estrutural, alimentado por fatores culturais, socioeconômicos e patriarcais que se manifestam em ambientes domésticos e públicos e têm profundas consequências para a saúde da população. Essa violência representa um fenômeno de grande relevância no campo da saúde pública atual, que deve ser enfrentada por meio de ações intersetoriais (saúde, segurança, educação e assistência social), interprofissionais e multi-institucionais, tendo o Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das principais portas para o acolhimento das vítimas.</p>Caio Eduardo BonaféBeatricce da Hora Rocha BessaGustavo Viotto BertoMaria Eduarda Garcia MartinsRonaldo Jesus dos SantosCarolina Beatriz Cunha Prado
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.41Intervenções para prevenção de transtornos mentais em estudantes de medicina
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1313
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como um estado de bem-estar que permite reconhecer as próprias habilidades, lidar com estressores cotidianos e contribuir com a comunidade. Trata-se de conceito multifacetado, influenciado por fatores internos e externos (Brasil, 2025). Entre os grupos mais suscetíveis a desequilíbrios emocionais, destacam-se os estudantes de medicina, expostos a riscos psicossociais desde o pré-vestibular. Após o ingresso na universidade, enfrentam a maior carga horária do ensino superior brasileiro (7.200 horas pelo menos) e rotinas extenuantes (Brasil, 2014). Além das exigências acadêmicas, a formação médica envolve contato direto com sofrimento, adoecimento e morte (Oliveira; Araujo, 2019).</p>Eduardo CostaAna Luiza Caetano VeludoClara Ciampaglia Luíza Beatriz de Freitas CostaMaria Luiza Lessa Maria Clara de Morais Faleiros Maranho
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.42Panorama atual de tuberculose em pessoas em situação de rua: prevalência e status de tratamento
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1314
<p>A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa, causada pela bactéria <em>Mycobacterium tuberculosis,</em> de impacto global e segue entre as principais causas de morte por agente único. Essa doença se espalha de pessoa a pessoa pelo ar. O Brasil figura entre os 30 países com maior carga da doença, com aproximadamente 10,8 milhões de casos estimados mundialmente em 2023 (WHO, 2023). Entre as populações vulneráveis, as pessoas em situação de rua (PSR) concentram risco elevado, pois apresentam 54 vezes mais chances de adoecimento por tuberculose em comparação à população geral. Esse quadro se associa a múltiplos fatores como desnutrição, uso de drogas, coinfecções (HIV), barreiras no acesso à saúde e condições ambientais precárias (Brasil, 2023).</p>Beatriz Villarinho SanchesAna Laura Pacola PetroliniAna Luiza Riva FrancoAna Maria Pedrassoli SilvaMarina Beatriz Ruas PachecoLuís Felipe Silva Visconde
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.43Manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: estratégias de tratamento baseadas em evidências recentes e desafios da prática clínica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1315
<p>A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é uma condição clínica de fisiopatologia complexa e multifatorial, caracterizada por sintomas típicos de insuficiência cardíaca, como dispneia e fadiga, mesmo quando a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) está igual ou acima de 50%. Altamente prevalente entre idosos, especialmente mulheres com múltiplas comorbidades, a ICFEP impõe desafios significativos à prática clínica por sua heterogeneidade e pela limitada resposta aos tratamentos tradicionais.</p>Nathalia Gabriely Caluz BorgesLiz Retz dos Santos PradoCarolina Beatriz Cunha Prado
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.44Acupuntura como terapia complementar na osteoartrite: revisão da literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1316
<p>A osteoartrite (OA) é uma das doenças reumatológicas mais prevalentes, caracterizada pela degeneração progressiva da cartilagem articular, levando à dor, rigidez e limitação funcional com impacto significativo na qualidade de vida da pessoa. Afeta principalmente adultos e idosos que buscam a Atenção Primária, que é a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), atuando como coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços no território (Brasil, 2011).</p>Lucimara Facio Nobre Zueff
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.45Relato de experiência: doenças negligenciadas
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1317
<p>As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) formam um conjunto de enfermidades listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que a distribuição é extremamente associada à pobreza, saneamento precário e limitado acesso à Atenção Primária em Saúde (APS). Entre essas destacam‑se hanseníase, tracoma, esquistossomose, leishmanioses e dermatoses parasitárias como a pediculose e a escabiose, as quais afetam desproporcionalmente crianças em idade escolar e impactam seu crescimento, desenvolvimento e rendimento acadêmico (Engelman<em> et al</em>., 2016).</p>Eduardo Tamburús FargnolliAntonella Bonny Ramos CostaEduardo Benedito Militão RamosGiovana Ramos TeixeiraJoão Francisco Zilli FreitasPâmela Borges Nery Pavan
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.46A ossificação do ligamento longitudinal anterior: um relato de caso anatômico
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1318
<p>O ligamento longitudinal anterior (LLA) é uma estrutura laminar que percorre a face anterior da coluna vertebral, do áxis até o sacro, sendo essencial para a estabilização e limitação da hiperextensão da coluna (ROCCO et al., 2009). A ossificação do LLA é uma condição rara, caracterizada pelo depósito de cálcio nos tecidos moles, geralmente associada a processos inflamatórios crônicos e à degeneração discal, comumente relacionada ao envelhecimento (TAPIA et al., 2008).</p>Ana Carolina Mendes RibeiroAna Clara Cardoso MoraisCamila Albuquerque Melo de CarvalhoEdson Donizetti Verri
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.47Ação social “Missão futuro cirurgião”: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1319
<p>A formação médica exige integração efetiva entre teoria e prática, especialmente em áreas que envolvem habilidades manuais e tomada de decisões rápidas, como a cirurgia. Nesse contexto, as ligas acadêmicas desempenham papel fundamental ao complementar o ensino formal, promovendo atividades extracurriculares que estimulam o interesse dos estudantes, desenvolvem competências técnicas e reforçam o compromisso com a responsabilidade social.</p>Camille Stephani BaccarinElaine DovalFernando Cesar Ferreira Pinto
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.48Análise da evolução temporal da qualidade dos dados e da incidência de negligência, abandono e de violências física e psicológica contra idosos no brasil: período de 2013 a 2023.
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1320
<p>A velhice constitui um momento de fragilidade da vida humana, na qual os indivíduos devem ter acesso a um lar tranquilo que os garanta segurança, aconchego e tranquilidade. Nesse período da vida, o indivíduo torna-se mais sujeito a doenças e necessita de suporte de outras pessoas (Sabino <em>et al</em>., 2023).</p>João Francisco Zilli FreitasAntonella Bonny Ramos CostaEduardo Benedito Militão RamosEduardo Tamburús FargnolliGiovana Ramos TeixeiraLucila Costa Zini Angelotti
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.49Associação entre o plexo venoso pterigoideo e o desenvolvimento de complicações clínicas: revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1321
<p>Fossa infratemporal é uma cavidade que se localiza na face, considerada uma das regiões anatomicamente mais complexas da cabeça e do pescoço<strong>,</strong> na qual se apresenta o plexo venoso pterigoideo, e devido a sua localização torna-se um grande ponto para a disseminação de infecções potencialmente fatais da fossa infratemporal. Com a análise da literatura nota-se que esse plexo realiza conexões abrangentes com as veias e estruturas anatômicas circundantes, sendo um exemplo dessas conexões o seio cavernoso, a veia oftálmica inferior e a veia facial. (Golub & Bordoni, 2025).</p>Ana Clara Cardoso MoraisAna Carolina Mendes RibeiroCamila Albuquerque Melo de CarvalhoEdson Donizetti Verri
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.50Cartilha da gestante: a informação como estratégia de fortalecimento da experiência das gestantes em Ribeirão Preto/SP
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1322
<p>A gestação é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, que demandam atenção integral e acolhimento qualificado por parte dos profissionais de saúde (Mesquita, 2024). Nesse contexto, o acesso à informação clara, confiável e acessível configura-se como ferramenta essencial para o empoderamento das gestantes e para a promoção de uma experiência mais segura e participativa no ciclo gravídico-puerperal (Queiroz, 2023). A educação em saúde, especialmente no âmbito do pré-natal, contribui para o fortalecimento do vínculo entre a gestante e os serviços de saúde, favorecendo a adesão ao acompanhamento e a tomada de decisões conscientes (Souza, 2023).</p>Camila Rodrigues de AmorimLuana Matias TeixeiraMaria Eduarda Soubhia FerreiraRafaela LopesLicerio MiguelTamara Cristina Gomes Ferraz Rodrigues
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.51Comparação da força de mordida, espessura e temperatura dos músculos mastigatórios entre sedentárias e atletas de futsal universitário
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1323
<p>A mordida é essencial para funções do sistema estomatognático, como mastigação, deglutição e estabilização postural. A força de mordida máxima (FMM) está diretamente relacionada ao desenvolvimento dos músculos mastigatórios, especialmente o masseter, e reflete o equilíbrio entre fatores morfológicos, neurológicos e funcionais.</p>Leonardo Becker Vieira da CruzCora de Freitas PupinGuilherme Gallo Costa GomesEdson Donizetti Verri
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.52Coqueluche em crianças no Brasil: uma análise epidemiológica de 2013 a 2023
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1324
<p>A coqueluche é uma doença infecciosa causada pela bactéria <em>Bordetella pertussis</em>, transmitida por gotículas respiratórias. Sua principal manifestação clínica é a tosse persistente e paroxística. A prevenção é realizada por meio da vacinação, que está incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) (Willemann <em>et al.</em>, 2014). Na pediatria, a coqueluche representa uma importante preocupação, tanto pelas possíveis complicações clínicas em crianças, especialmente lactentes, quanto pela baixa cobertura vacinal observada em algumas populações (SBP, 205).</p>Juliana Lopes BertolotoJúlia Moscardini NaymeBeatriz Izilda MinanteIsadora Minuncio FortunatoSamara Cristina de CastroRolando Andres Paternina de La Ossa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.53Embolização endovascular na epistaxe posterior: revisão de resultados e complicações
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1325
<p>A epistaxe é uma condição otorrinolaringológica comum, com prevalência em 60% da população geral ao longo da vida, embora apenas uma pequena parcela dos casos exige intervenção médica especializada. Na maioria das vezes, o sangramento é anterior, originando-se do plexo de Kiesselbach, e responde bem a medidas conservadoras, como compressão digital, vasoconstritores tópicos e cauterização. Entretanto, a epistaxe posterior, mais profunda e de difícil controle, ocorre principalmente em pacientes idosos ou com comorbidades, como hipertensão e coagulopatias, sendo frequentemente refratária ao tratamento clínico convencional. Nessas situações, procedimentos cirúrgicos como a ligadura endoscópica da artéria esfenopalatina apresentam alta taxa de sucesso, com baixos índices de complicações (Franke et al., 2020).</p>Maria Beatriz Pavaneli PuginJoão Pedro Savoreto MatosLorena Rodrigues DiasLuiz Eduardo Assef TaubeCarolina Brotto de Azevedo
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.54Gravidez na adolescência e prematuridade: fatores associados e repercussões materno-fetais
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1327
<p>A gravidez na adolescência é associada a diversas complicações materno-fetais, adolescentes mais jovens apresentam risco elevado de mortalidade pós-neonatal, além de iniciarem o pré-natal mais tardiamente e com menor frequência de consultas, o que compromete a redução de desfechos negativos, como prematuridade, baixo peso e óbito fetal. Estudos mostraram que há consenso sobre o aumento nos registros de abortos e uso de abortivos entre adolescentes, o que acarreta riscos físicos, psicológicos e hospitalizações. Diante desses achados, destaca-se a urgência em promover educação em saúde e acesso à contracepção, uma vez que a falta de informação e incentivo à prevenção ainda são determinantes para a ocorrência da gravidez na adolescência e suas complicações (Azevedo et al., 2015).</p>Ana Júlia BotaciniGabriella Pizol Martins RodriguesMaria Beatriz Pavaneli PuginDenise Maria Xavier Pereira Correa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.55Impacto da atividade física na qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: revisão integrativa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1328
<p>A insuficiência cardíaca (IC) representa uma causa significativa de morbimortalidade em nível global (Saeedi <em>et al.,</em> 2019). Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue e oxigênio em quantidade suficiente para suprir as demandas metabólicas dos tecidos (Saeedi <em>et al.,</em> 2019). Conforme Castiglione et al. (2021), a classificação da IC baseia-se na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), sendo categorizada em: IC com fração de ejeção preservada (ICFEp), intermediária (ICFEm) e reduzida (ICFEr). A ICFEp, mais prevalente entre os portadores de IC, é predominantemente associada à disfunção diastólica e frequentemente decorre de lesões cardíacas provocadas por comorbidades ou distúrbios de acúmulo (Castiglione <em>et al.</em>, 2021). Essa condição afeta aproximadamente 64 milhões de pessoas em todo o mundo, e sua prevalência vem aumentando em razão do envelhecimento populacional, da maior carga de comorbidades e fatores de risco cardiovasculares, além da maior sobrevida pós-infarto do miocárdio.</p>Débora Oliveira PiresMaria Clara de Oliveira SilvaAline Barbosa Ribeiro
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.56Metodologias ativas usadas no ensino e aprendizagem do eletrocardiograma aos alunos de graduação em Medicina: revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1329
<p>O eletrocardiograma (ECG) é um exame não-invasivo que registra a atividade elétrica do coração em sequência temporal, sendo de simples execução nos cenários da prática médica. Apesar da simplicidade no seu registro, o aprendizado de sua análise e interpretação requer considerável esforço por parte dos estudantes, pois envolve o conhecimento não apenas dos preceitos básicos do ECG em si, mas também da eletrofisiologia cardíaca, sua modulação autonômica e uma complexa fisiopatologia, especialmente dos distúrbios isquêmicos e do ritmo cardíaco.</p>Gabriella PizolAimée UtuniFábio Luis da SilvaJosé Carlos dos SantosLuis Fernando Joaquim
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.57Monitoria como instrumento de aprendizado: um relato de experiência na disciplina de neurociências
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1330
<p>A monitoria acadêmica é entendida como uma ferramenta no processo de ensino-aprendizagem que contribui tanto para o aprendizado e crescimento profissional e pessoal do discente quanto do docente, constituindo-se um espaço de troca de experiências e descobertas.</p>Cryslane Almeida de LimaMarcell Maduro Barbosa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.58Mortalidade por HIV/Aids e adesão à terapia antirretroviral no estado de São Paulo: um estudo epidemiológico de 2019 a 2023
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1331
<p>A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), decorrente da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), caracteriza-se por um comprometimento progressivo do sistema imunológico, com ênfase na depleção dos linfócitos T CD4+, condição que torna o indivíduo suscetível a infecções oportunistas e neoplasias associadas à imunossupressão. Desde a introdução da terapia antirretroviral (TARV) no Brasil, consolidada com a promulgação da Lei nº 9.313/96, que assegura o acesso universal e gratuito a esses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a infecção pelo HIV passou a ser manejada como uma condição crônica. Esse marco representou expressiva redução da morbimortalidade relacionada à doença (RODRIGUES et al., 2023).</p>Mariana Yanosteac Rodrigues Mario Gabriel Vitor Pereira CardosoLetícia Dardes BarbosaNatali Canelli Valim
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.59A inserção ensino-serviço e construção de um projeto terapêutico singular, contribuições para a formação do aluno de Medicina e para o fortalecimento do SUS
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1332
<p>A Atenção Primária à Saúde (APS) é tida como a principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), caracterizando-se por um conjunto de ações de saúde no âmbito individual e coletivo, abrangendo promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento. Dentro da APS, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), implantada em 1994 e composta por equipes multiprofissionais, é o modelo prioritário e estratégico para a qualificação do cuidado e a melhoria do acesso aos serviços de saúde (Brasil, 2017).</p>Leda Florindo PereiraIsadora Rezende PradoLeticia Libano FernandesAna Paula Raizaro
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.60Ampliação do acesso a métodos contraceptivos na atenção primária em Ribeirão Preto reduzindo a gestação na adolescência: interação tecnológica e formação médica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1333
<p>As gestações não planejadas continuam a representar desafios críticos para a saúde pública global, mesmo com os avanços nas estratégias de prevenção, tecnologias de cuidado e educação em saúde. No Brasil, mais de 55% das gestações são não planejadas, uma estatística preocupante, sobretudo entre populações vulneráveis, como adolescentes e mulheres com menor escolaridade (GOMES et al., 2009).</p>Maria Vitória Martuci AmaralMariana Ribeiro CoelhoAnna Luiza Lobo TrevisanBelkiss R. Rodrigues Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.61Uso de LARCS e a incidência de infecções sexualmente transmissíveis: impactos e implicações na sociedade
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1334
<p>Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como o dispositivo intrauterino (DIU) e os implantes subdérmicos, têm sido fortemente recomendados por organizações internacionais de saúde como estratégia eficaz para reduzir as taxas de gestações não planejadas, especialmente entre adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A elevada eficácia, associada à conveniência de não depender da adesão diária do usuário, faz com que esses métodos ocupem papel central nas políticas de planejamento reprodutivo em diversos países (WHO, 2021).</p>Mariana Ribeiro CoelhoAnna Luiza Lobo TrevisanMaria Vitória Martuci AmaralBelkiss R. Rodrigues Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-222026-04-226310.56344/2675-4827.v7n3a2025.62Perfil das apendicectomias laparotômicas e laparoscópicas no sistema único de saúde: análise descritiva
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1336
<p>A apendicite aguda é uma das urgências cirúrgicas abdominais mais frequentes mundialmente, sendo a apendicectomia o tratamento recomendado (Di Saverio; Birindelli; Kelly et al., 2020). A técnica cirúrgica convencional, realizada por via laparotômica desde 1893, ainda é amplamente utilizada, principalmente em hospitais com recursos limitados, devido ao menor tempo cirúrgico em casos não complicados e à ausência de necessidade de equipamentos especiais Di Saverio; Birindelli; Kelly et al., 2020). Contudo, essa abordagem apresenta desvantagens como maior dor pós-operatória, risco aumentado de infecção do sítio cirúrgico e maior tempo de afastamento das atividades (Quah; Eslick; Cox, 2019).</p>Matheus de Barros Ferreira PintoFernando César Ferreira Pinto
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.63A oficina do cérebro: relato de experiência com a população idosa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1337
<p>O envelhecimento populacional é um fenômeno global com importantes implicações sociais, econômicas e em saúde pública. No Brasil, o aumento da expectativa de vida tem gerado uma crescente demanda por estratégias que promovam a qualidade de vida, autonomia e bem-estar da população idosa (IBGE, 2023). Com o avanço da idade, é comum a ocorrência de alterações nas funções cognitivas — como memória, atenção e raciocínio — e motoras, o que pode comprometer a independência funcional e aumentar o risco de isolamento social, quedas e desenvolvimento de transtornos neuropsiquiátricos, como depressão e demência (Almeida et al., 2020).</p>Sophia Viana de Castro PaganucciEduarda Lima SilvaGabriela Souza CastroJulia Maria do Carmo HisamatsuLetícia Maria de Medeiros
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.64Cisto broncogênico pulmonar em adultos: uma exceção à regra
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1338
<p>Cistos pulmonares são definidos como lesões aeradas ou preenchidas por fluido, circunscritas por uma parede epitelizada ou fibrosa, e com espessura menor que 2 milímetros (mm) (Hansell et al., 2008; Silva et al., 2010; Bankier et al., 2024). Conhecer essa definição radiológica clássica é de suma importância pois auxilia na distinção entre cistos e cavidades (paredes espessas ou irregulares) no parênquima pulmonar. Todavia, nem todas as lesões císticas presentes no pulmão são perfeitamente contempladas por essa regra. Um exemplo disso é o cisto broncogênico, que ocorre devido há uma malformação congênita rara do aparelho respiratório, decorrente de um defeito na embriogênese da árvore brônquica, resultando em um brotamento anômalo do intestino anterior embrionário (McAdams et al., 2000).</p>Luís Eduardo Teixeira PintoHenrique Malta GuimarãesLuana NomotoMaycon Vinícius Lopez de PauloMarcus Vinicius Nascimento ValentinNelson de Araújo Vega
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.65Variação anatômica rara das artérias coronárias direita e esquerda com trajeto pré-pulmonar: contribuições da tecnologia de imagem para diagnóstico e manejo clínico
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1339
<p>A vascularização do coração é, em condições normais, composta por duas artérias principais: a artéria coronária direita e a artéria coronária esquerda, ambas originadas dos seios da aorta ascendente e localizadas posteriormente ao tronco pulmonar. A artéria coronária esquerda se divide em ramos principais, como a descendente anterior e a circunflexa, as quais irrigam uma grande porção do miocárdio, enquanto a coronária direita é responsável pela irrigação do átrio e ventrículo direitos. No entanto, variações anatômicas, como o trajeto pré-pulmonar de uma artéria coronária – onde a artéria se localiza anteriormente ao tronco pulmonar – podem ocorrer de forma congênita e ter implicações clínicas relevantes.</p>Vitória Calafati PradellaLívia Ribeiro MarquesMaria Eduarda MastrangeMariana Amorim NecaRafaela Araújo KutlakEdson Donizetti Verri
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.66Desafios no atendimento à obesidade na atenção primária à saúde: perspectivas tecnológicas e implicações na formação médica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1340
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2000), a obesidade é definida como o acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde, sendo classificada por um Índice de Massa Corporal (IMC) ≥ 30 kg/m². Estima-se que, em 2022, mais de 1 bilhão de pessoas viviam com obesidade no mundo (WHO, 2022). No Brasil, a tendência é alarmante: dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, 34% dos adultos apresentavam obesidade, e projeções apontam que até 2044 esse número poderá chegar a 48%. A obesidade, além de reduzir a qualidade de vida, está associada a doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e dislipidemias (Silva et al., 2022).</p>Laura Maria Bolleli HernandezJúlia Tamburus FargnolliLívia Ribeiro MarquesMaria Eduarda MastrangeVitória Calafati PradellaBelkiss Rolim Rodrigues Fracon
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.67O podcast e a influência na aprendizagem para estudantes de medicina: um relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1341
<p>O processo de aprendizagem nos cursos de Medicina, está cada vez mais em busca de encontrar metodologias ativas que coloquem os estudantes como protagonistas na edificação do conhecimento médico, pois o processo de ensino-aprendizagem se dá de maneira complexa, não linear e possui caráter dinâmico, fazendo com que seja necessário ações direcionadas para a participação ativa dos alunos (Camargo e Daros, 2018).</p>Gisele Costa Simões de LimaSophia Casella MattielloCristiane Tefé Silva
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.68Infecções de sítio cirúrgico no brasil entre 2022 e 2024: uma revisão epidemiológica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1342
<p>As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são aquelas adquiridas durante o processo de cuidado em hospitais ou em outras unidades de saúde, que não estavam presentes no momento da admissão do paciente. São frequentemente associadas a procedimentos realizados em ambientes contaminados por micro-organismos e configuram um relevante problema de saúde pública, uma vez que contribuem para o aumento do tempo de permanência hospitalar, das taxas de morbimortalidade e dos custos com cuidados médicos (RAMÍREZ et al., 2021).</p>João Pedro Savoreto MatosIsabella de Barros BiffiJéssica Cristina Leão da SilvaJonas Alves SalomãoJuliana Cristina Vasconcelos Sawaya PimentaLuís Felipe Silva Visconde
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.69Evolução histórica das taxas de incidência de violência contra a criança no estado de São Paulo entre os anos de 2013 e 2023
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1343
<p>A violência configura-se como uma grave violação dos direitos à vida e à saúde da criança e de sua família. Entre todas as formas, a violência contra a infância é particularmente inaceitável, dada a condição de vulnerabilidade e dependência inerente à fase do desenvolvimento infantil. A exposição a agressões físicas, sexuais, psicológicas, bem como à negligência e ao abandono — especialmente nos primeiros anos de vida — compromete o desenvolvimento integral da criança, com efeitos duradouros nas esferas emocional, social, psicológica e cognitiva (Portal Infância Segura, 2025).</p>Augusto Lopes MoreiraCatherine Carvalho LeoneJulia Ramos RodrigueiroJúlia Siqueira StellaManoela Braguim da SilvaSoraya Duarte Varella
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.70Incorporação das tecnologias da informação e comunicação na educação clínica médica: uma revisão sistemática
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1344
<p>O uso de aplicativos digitais tem promovido mudanças significativas no ensino clínico na graduação em medicina, proporcionando acesso rápido a conteúdo multimídia e estimulando a autonomia e o engajamento dos estudantes (Muttappallymyalil <em>et al</em>., 2016). A pandemia de COVID-19 intensificou a adoção dessas ferramentas, consolidando-as como recursos essenciais na formação médica contemporânea (Sachs <em>et al</em>., 2022). Nesse contexto, a presente revisão sistemática tem como objetivo oferecer novas perspectivas sobre a eficácia dos aplicativos móveis no aprimoramento da educação médica.</p>Maycon Vinícius Lopes de PauloPedro Raphael RochaAline Barbosa RibeiroCristiane Tefé SilvaPriscila de Freitas Lima
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.71Uso de agonistas de GLP-1 no tratamento da obesidade: uma revisão da literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1345
<p>A obesidade é uma condição crônica que afeta milhões de indivíduos em todo o mundo. Estima-se que, até o ano de 2035, aproximadamente um quarto da população global poderá ser acometida por essa doença. Por muitos anos, as opções farmacológicas para o tratamento da obesidade permaneceram limitadas, com eficácia modesta e efeitos adversos consideráveis (Hemmer et al., 2023).</p>Maria Fernanda Ávila VeroneseMaria Júlia Mussalam AlbaneziMaria Luísa Mussa AbudiLarissa Cocicov GyotokuSérgio Luchini Batista
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.72Inibição dual de SGLT1/SGLT2 como estratégia cardioprotetora: evidências atuais e implicações clínicas
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1346
<p>O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) configura-se como uma das principais enfermidades metabólicas crônicas da atualidade, estando fortemente associado a um aumento significativo na morbimortalidade cardiovascular. A presença de hiperglicemia crônica, combinada à resistência à insulina, desencadeia uma série de alterações fisiopatológicas, dentre as quais se destacam a inflamação sistêmica, o estresse oxidativo, a disfunção endotelial e a rigidez arterial. Esses mecanismos contribuem de forma sinérgica para a progressão de doenças cardiovasculares como a insuficiência cardíaca, a doença arterial coronariana e o acidente vascular cerebral (Lopez-Jimenez <em>et al</em>., 2022). Nesse contexto, torna-se evidente que o controle glicêmico isolado é insuficiente para mitigar o risco cardiovascular, sendo imprescindível a adoção de estratégias terapêuticas que promovam benefícios adicionais nos desfechos cardiovasculares (Lopez-Jimenez <em>et al</em>., 2022).</p>Lorenzo Garcia DipeAna Luisa Oliveira PradoPedro Lucas Schimack CosentinoFelipe Malta de PaulaRafael de Paula HidaAline Ribeiro Barbosa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.73Diagnóstico diferencial de ascite em pacientes com hepatopatia: um relato de caso sobre o adenocarcinoma gástrico
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1347
<p>As doenças hepáticas são responsáveis por cerca de 2 milhões de óbitos anuais, representando aproximadamente 4% das mortes globais (Devarbhavi <em>et al.,</em> 2023). Caracterizam-se por inflamação e lesão hepatocelular que podem evoluir para descompensações clínicas, como encefalopatia hepática, hemorragia digestiva e ascite (Ginés <em>et al.,</em> 1987). A ascite, acúmulo excessivo de líquido na cavidade peritoneal, é o principal sinal de descompensação da cirrose, sendo a paracentese diagnóstica fundamental para determinar sua etiologia (Biggins <em>et al.</em>, 2021).</p>Milena Euzébio Rodrigues da SilvaAnne Karenine Domingos de MatosGiovana Girardi TicotostiMarcela Bocalete BalieiroNathalia Del Vecchio França BarbosaAugusto Marcussi Degiovani
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.74Achado incidental de hemangioma medular em escápula de jovem pós-trauma aquático: relato de caso
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1348
<p>Achados incidentais em exames de imagem, conhecidos como incidentalomas, são descobertas não relacionadas à queixa principal do paciente, mas que acabam sendo identificadas durante a investigação de outra condição clínica. O avanço e a maior disponibilidade de tecnologias como a ressonância magnética (RM) contribuíram significativamente para o aumento desses diagnósticos inesperados (Gibson et al., 2018). Estima-se que entre 16% e 30% dos exames de RM revelem alguma forma de incidentaloma, variando de achados benignos a lesões potencialmente malignas, o que torna sua interpretação um desafio frequente na prática médica (Lumbreras et al., 2010).</p>João Pedro Rossetto FranceschiLucas Gonçalves FerreiraVitória Morais CastroMariana Cândido RochaLara Amaral SantosMarcus Vinicius Nascimento Valentin
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.75Impacto do consumo de aspartame no organismo: uma revisão da literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1349
<p>O aspartame é o éster metílico do dipeptídeo aspartato-fenilalanina, que tornou-se um adoçante artificial muito popular. Na atualidade, esse composto é encontrado frequentemente em produtos <em>diet</em> ou <em>light</em>, como refrigerantes, gomas de mascar, sucos em pó, produtos lácteos sem adição de açúcar, adoçantes e alimentos ultraprocessados em geral, além de compor alimentos nutritivos, como alguns tipos de <em>whey protein</em> (Shaher <em>et al</em>., 2023).</p>Marina Beatriz Ruas PachecoCaroline Oliveira FrancoPriscila de Freitas Lima
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.76Auto-enucleação como consequência da psicose: uma revisão narrativa
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1350
<p>A retirada do próprio globo ocular, também chamada de auto-enucleação, é uma das formas mais graves de automutilação encontrada na literatura. Ela é descrita desde a antiga Grécia, porém foi melhor detalhada através de relatos de casos a partir do século XIX (GAUGER, SOBEL E ALLEN, 2015). O primeiro relato de auto-enucleação é de 1846, mas foi em 1906 que o termo edipismo foi introduzido por Blonel para referenciar a esta forma de mutilação (BERGUA, SPERLING E KÜCHLE, 2002). Além da mitologia e da religião, a auto-enucleação também está relacionada com transtornos psiquiátricos de forma geral, como por exemplo, transtornos de humor, transtornos de personalidade, déficits intelectuais e abuso de substâncias psicoativas (PATIL, JAMES, 2004).</p>Larissa Pardo de Lima FructuosoNatália Mota de Souza
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.77Tosse psicogênica em adulto jovem: relato de caso
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1351
<p>A tosse é um sintoma frequente na prática clínica, geralmente associada a causas respiratórias ou gastrointestinais. Quando persiste sem causa orgânica identificável, pode indicar origem psicogênica, também chamada tosse somatoforme ou funcional. Caracteriza-se por episódios crônicos que não respondem a tratamentos convencionais e frequentemente se relacionam a fatores emocionais ou comportamentais (Raj et al., 2023).</p>Vitória Morais CastroJoão Pedro Rossetto FranceschiLucas Gonçalves FerreiraMariana Cândido RochaRafaela Morais FranchiniLeonardo Moscovici
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-242026-04-246310.56344/2675-4827.v7n3a2025.78Hábitos saudáveis para estudantes do Centro Universitário Barão de Mauá
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1352
<p>O projeto de extensão “Hábitos Saudáveis para Estudantes” nasceu da percepção de uma realidade exaustiva e comum entre universitários. De acordo com Da Silva Ribeiro <em>et al</em>. (2017), esse cenário pode ser descrito por uma rotina marcada por horas intermináveis de estudo, alimentação desregrada, pouca ou nenhuma atividade física e privação de sono. Tudo isso pode comprometer a saúde física e mental dos alunos, o que dificulta a manutenção da qualidade de vida no ambiente acadêmico. Essa situação resulta no esgotamento físico e mental do estudante universitário, e pode inclusive ocasionar quadros de <em>Burnout</em> associados a má qualidade de sono Pedreira Neto <em>et al</em>., (2023). Diante disso, surgiu a ideia de criar uma proposta capaz de transformar pequenos hábitos e, com isso, melhorar a qualidade de vida dentro da própria universidade. Afinal, além de formar profissionais, o ambiente acadêmico também tem o papel de cuidar das pessoas que ali estão. Com isso em mente, o projeto foi desenvolvido como uma ação prática e acessível, que oferecesse informações e sugestões simples, mostrando que é possível, cuidar do corpo e da mente mesmo com as demandas intensas da vida universitária.</p>Julia Maria do Carmo HisamatsuMarcos Felipe Bononi Cândido MendesMaria Eduarda da Costa MorenoCamila Gonçalves FantinPietra Russo de CarvalhoPâmela Borges Nery Pavan
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.79Câncer de colo uterino em mulher jovem com citologia insatisfatória: relato de caso
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1353
<p>O câncer do colo do útero representa um importante problema de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento, sendo frequentemente associado à infecção persistente pelo HPV (Corrêa et al., 2022). De acordo com dados do Ministério da Saúde (Brasil, 2016), o rastreamento por citologia (Papanicolau) tem demonstrado eficácia na detecção precoce de lesões precursoras. No entanto, falhas de coleta, interpretação e acompanhamento de resultados insatisfatórios podem comprometer sua efetividade, especialmente em serviços com alta rotatividade de profissionais e baixa cobertura de seguimento (Schiffman et al., 2016).</p>Otávio Secches Barreto da Silva de FreitasAna Laura CastroGuilherme Macacari ManfrinatoLucas Zara MarchesanMarcos Marcial Cansino Torres RomeroMatheus Guimarães Matos
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.80Influência de técnicas cirúrgicas e intervenções farmacológicas na sensação de dor e sensibilidade do fenômeno do membro fantasma: uma revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1354
<p>O fenômeno do membro fantasma é uma condição neurológica complexa, caracterizada pela percepção de sensações — muitas vezes dolorosas — em um membro parcial ou totalmente amputado. (Culp; Abdi, 2022). Estima-se que a grande maioria dos indivíduos submetidos à amputação vivencie algum grau de sensação fantasma, sendo a dor do membro fantasma (PLP – Phantom Limb Pain) um dos sintomas mais incapacitantes e de difícil controle clínico (RUBIERA VALDÉS et al., 2025).</p>Pedro Bordignon Fares VieiraMiguel Codonho ZaniLara Cristina Souza PiresMariana Esteves GomesMarcel Maduro Barbosa
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.81Cirurgia robótica como técnica para realização de hernioplastia inguinal: revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1355
<p>A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais frequentes no mundo, com milhões de procedimentos realizados anualmente. A técnica cirúrgica passou por uma importante evolução das abordagens abertas, como a de Lichtenstein, para métodos minimamente invasivos, como a videolaparoscopia. Mais recentemente, a cirurgia robótica tem sido incorporada como alternativa tecnológica no tratamento dessas hérnias. A aplicação da robótica na hernioplastia inguinal chama atenção pela visão tridimensional, maior precisão dos movimentos e melhor ergonomia para o cirurgião (AIOLOFI et al., 2019). No entanto, o tempo operatório prolongado, os custos elevados e a necessidade de treinamento específico ainda são desafios importantes para sua disseminação (KHORAKI et al., 2020).</p>Amanda Sapi CunhaBruno Henrique de Carvalho OliveiraMariana Ferronato RangelMarcos Dieyson Rodrigues MendesPedro Bordignon Fares VieiraFernando César Ferreira Pinto
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.82Orientações para cuidadores de idosos acamados e domiciliados: relato de experiência
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1356
<p>A partir de sessenta anos de idade, uma pessoa já é considerada idosa nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os números previstos para os próximos anos, demonstram que dois bilhões da população mundial será idosa. É possível prever, no Brasil, a distribuição etária e o tamanho da população nas próximas quatro décadas. De acordo com projeções das Nações Unidas, a população idosa aumentará de 3,1% em 1970 para 19% em 2050. A mudança na distribuição etária da população brasileira traz oportunidades e desafios que podem levar a sérios problemas sociais e econômicos se não forem equacionados adequadamente nas décadas vindouras (NASRI, 2008, p. S4).</p>Maria Clara de Oliveira SilvaAna Carolina Mendes RibeiroAna Clara Cardoso MoraisDébora Oliveira PiresAna Paula RaizaroPamela Borges Nery Pavan
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.83Os benefícios maternos do exercício físico durante a gestação: revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1357
<p>A prática regular de exercício físico durante a gestação tem sido amplamente estudada por seus efeitos positivos na saúde materna. Com a crescente valorização de cuidados integrativos no pré-natal, o exercício tem se consolidado como uma intervenção segura e eficaz, capaz de contribuir para o bem-estar físico e emocional da gestante. Entre os principais objetivos da atividade física nesse período estão a prevenção de doenças gestacionais, a melhora da aptidão cardiorrespiratória e muscular, além da promoção da saúde mental.</p>Cora de Freitas PupinAna Carolina GalhardoClara Ipólito SassoGláucia Costa DeganiPatrícia Bodnar Giuntini
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.84Avaliação hepática post-mortem do pons hepatis
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1358
<p>A organogênese hepática é modulada por interações epiteliomesenquimais, nas quais o endoderma do intestino anterior e o mesênquima ventral estabelecem induções recíprocas que culminam na formação do parênquima hepático e na vascularização estromal do órgão. A partir da terceira semana de gestação, o divertículo hepático emerge do endoderma, proliferando e migrando para o mesênquima circundante; até a sexta semana, o fígado já exerce função hematopoiética fetal, antes de ceder esse papel à medula óssea (Sandler, 2019). Com a transição para o período perinatal, a obliteração das artérias umbilicais, do canal arterial e do ducto venoso reconfigura a anatomia vascular, convertendo a veia umbilical e o ducto venoso em ligamento redondo hepático e ligamento venoso, respectivamente (Moore et al., 2016).</p>Lívia Cestari DandaroMaria Luiza Luchetta PaisLaura Sandoval LacerdaEdson Donizetti VerriMaria Helena Simões
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.85Violência contra idosos na região sudeste: uma avaliação comparativa da evolução temporal do número de casos notificados no SINAN, por grau de proximidade do agressor, no período 2013-2023
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1359
<p>O Brasil vem passando por um processo de transição demográfica decorrente do aumento da expectativa de vida, em que se observa o aumento da população idosa (pessoas com 60 anos ou mais) que, de acordo com dados do Censo 2022, chegou a 32,1 milhões de pessoas, correspondentes a 15,8% do contingente populacional (Brasil, 2024).</p>Sabrina ScandolaraCaroline Anice ScandolaraFlavia Luvizoto de FariaMaiara Guedes RibeiroTalyta FariaLucila Costa Zini Angelotti
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.86Eixo intestino-coração: alterações da microbiota em pacientes com insuficiência cardíaca crônica
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1360
<p>A insuficiência cardíaca crônica (ICC) é uma síndrome clínica complexa que afeta milhões de indivíduos no mundo e está associada à alta morbimortalidade. Evidências crescentes indicam que a disbiose intestinal, caracterizada por desequilíbrios na composição e função da microbiota, desempenha papel importante na fisiopatologia da ICC. Esses pacientes frequentemente apresentam disbiose, caracterizada pela redução de bactérias benéficas, como <em>Eubacterium rectale </em>e<em> Dorea longicatena, </em>e aumento de patógenos, como <em>Campylobacter spp.,</em> o que prejudica a produção de ácidos graxos de cadeia curta, especialmente o butirato, essencial para a integridade da barreira intestinal. Essa disfunção favorece a translocação bacteriana, liberação de endotoxinas e inflamação sistêmica, fatores que agravam a progressão da doença. Além disso, metabólitos produzidos pela microbiota, como o N-óxido de trimetilamina (TMAO), estão associados ao aumento do risco cardiovascular. Assim, a modulação da microbiota intestinal por meio de intervenções dietéticas ou uso de probióticos/prebióticos surge como uma estratégia promissora para melhorar o prognóstico dos pacientes com ICC, destacando a importância do eixo intestino-coração na abordagem dessa doença. </p>Amanda Bianchi GancedoAnne Lobato NunesLuíse Gimenes NavarroMaria Fernanda Cassola LopesMariana Yanosteac Rodrigues MarioFabio Luis Silva
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.87Obesidade infantil na atenção primária: estratégias integradas e tecnologias de suporte
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1361
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2021), "obesidade é definida como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode prejudicar a saúde" e tem atingido níveis epidêmicos no Brasil, com dados do IBGE e do SISVAN apontando aumento significativo de casos em crianças de cinco a dez anos. Essa condição, de natureza multifatorial, eleva o risco de doenças crônicas e impacta o bem-estar social e emocional das crianças.</p>Maria Eduarda MastrangeAna Clara Moro GalãoJúlia Tamburus FargnolliLaura Maria Bolleli HernandezRafaela Araújo KutlakPamela B. Nery Pavan
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.88Técnicas minimamente invasivas no tratamento de nódulos tireoidianos benignos: uma revisão de literatura
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1362
<p>Nódulos tireoidianos benignos são mais prevalentes em mulheres adultas e podem causar desconforto físico e impacto estético. O tratamento convencional mais usado de retirada da glândula (tireoidectomia), parcial ou total, está associado a lesão no nervo laríngeo recorrente, cicatriz na região cervical, hipotireoidismo e hipoparatireoidismo (JASIM, S 2022; PAPINI, E 2023).</p>Bianca Tafuri D'AnuncioGabrielle Gonçalves DiasLarissa Cocicov Gyotoku
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.89Fragmentação de implanon em paciente assintomática: relato de caso
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1363
<p>Os métodos anticontraceptivos são classificados em reversíveis de curta duração como pílula anticoncepcional, anel vaginal e adesivo cutâneo. E reversíveis de longa duração (LARCs), que são compostos pelo injetável de medroxiprogesterona, dispositivo intrauterino de cobre ou levonorgestrel e o implante subdérmico de etonogestrel. Além dos definitivos, que englobam vasectomia e laqueadura. A utilização dos LARCs alcançou grande visibilidade em relação aos demais métodos de curta ação, devido a sua eficácia superior com taxa de gravidez menor que 1% ao ano (Cardoso et al., 2019).</p>Maria Beatriz Pavaneli PuginAna Júlia BotaciniGabriella Rodrigues PizolLarissa Pardo de Lima FructuosoMatheus Guimarães Matos
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.90Comunicação em oncologia: desafios e estratégias para a promoção de autonomia no contexto pediátrico
https://dialogus.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/1364
<p>A comunicação é um processo ativo que envolve interação dialógica entre, no mínimo, duas pessoas. Acontece abrangendo elementos como o emissor, responsável pela transmissão da mensagem, o receptor, que capta a informação, a mensagem em si, que corresponde ao conteúdo transmitido, o canal, ou seja, o meio utilizado para a comunicação e o contexto, referente às circunstâncias envolvidas. Para que seja efetiva, é necessário atentar-se a fatores que influenciam o processo comunicativo, como nível de conhecimento, cultura, idade e enfermidades (Zanon <em>et al.</em>, 2020).</p>Leticia MiarelliIsadora Destito BirolimLorena MiarelliSabrina ScandolaraJanaína de Fátima Vidotti
Copyright (c) 2026 Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação
2026-04-272026-04-276310.56344/2675-4827.v7n3a2025.91